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domingo, 8 de janeiro de 2017

Características do movimento literário simbolista: ao qual deu contribuição Arthur Rimbaud

Binômino Revolução Industrial::Ciência materialista e racionalista.

Equanto a Revolução Industrial trazia grande contingente de operários às metrópoles,
intensificando o conteúdo de estímulos, a Ciência positivista passou a ser interpretada como mera
representação, isto é, desmitificada do ideal econômico da competição e progresso.

Ao mesmo tempo, o poeta simbolista buscava "transcender" a realidade através da inversão sintática e eliminação do discurso mas também da tradução em palavras dos sentimentos caóticos e inefáveis produzidos pela metrópole. O autor, para fugir do status-quo, intensifica a subjetividade de sua emoção.

E a lição que se conserva para a historiografia é que a literatura não deve ser 
utilizada como fonte historiográfica para um contexto histórico à medida que o poeta simbolista não descrevia o que vivia, mas sim o reconstruía.

Romantismo x Simbolismo

Romantismo: isolamento e repúdio do mundo, poesia como repositório sentimental
das frustrações do eu.

Simbolismo: repúdio intensificado expresso através do objeto ao qual o poeta
se apega para transmutar seus sentimentos inefáveis, ou que se alteram a todo momento na experiência: o intraduzível. 

Apego às paixões mundanas...apego a pensamentos fugazes...intranquilidade mental: loucura!

Minha opinião? Louvável esforço para ver o invisível e ouvir ouvir o inaudível. Embora não conheça a poesia de Rimbaud, me dá dor de cabeça só de pensar no esforço intelectual e sentimental que este infeliz homem galgou para colocar no papel suas inefáveis paixões humanas. Buda, tenha misericórdia!

Adaptado de: http://www.historia.ufpr.br/monografias/2010/1_sem_2010/resumos/luiz_henrique_bozzo_moreira.pdf

sábado, 24 de setembro de 2016

Virginia Woolf - Ensaio "Um teto todo seu"

A mulher, portanto, que nascesse com a veia poética no século XVI seria uma mulher infeliz, uma mulher em conflito consigo mesma.  Todas as condições de sua vida e todos os seus próprios instintos conflitavam com a disposição de ânimo necessária para libertar tudo o que há no cérebro. Mas qual o estado de espírito mais propício para o ato de criação?, perguntei. [...] Sabemos apenas de passagem e por acaso que ele (Shakespeare) 'nunca apagou uma linha'. [...] escrever uma obra de gênio é quase sempre um feito de prodigiosa dificuldade. Tudo se opõe à probabilidade de que ela se aflore íntegra e completa à mente do escritor. Em geral, as circunstâncias materiais opõem-se a isso. Os cachorros latem; as pessoas interrompes; o dinheiro tem de ser ganho; a saúde entra em colapso. Além disso [...] ele (o mundo) não pede que as pessoas escrevam poemas e romances e contos; não precisa deles. [...] mesmo no século XIX, a mulher não era incentivada a ser artista. Pelo contrário, era tratada com arrogância, esbofetada. Sua mente deve ter sofrido tensões, e sua vitalidade foi reduzida pela necessidade de opôr-se a isso, de desmentir aquilo. [...] a mente do artista, a fim de alcançar o prodigioso esforço de libertar, íntegro e completo, o trabalho que está nela, precisa ser incandescente, tal como a mente de Shakespeare.  [...] seus sentimentos e rancores e antipatias nos são ocultados. Não somos interrompidos por alguma "revelação" que nos faça lembrar do escritor. Todo o desejo de protestar, de pregar, de proclamar alguma injúria, de desforrar-se de algo, de fazer o mundo testemunhar algum revés ou injustiça foi descarregado dele e eliminado. Assim, a poesia flui dele livre e desimpedida.